16 Julho 2005

ALERTA: CRIANÇAS PREGUIÇOSAS

Na infância é muito comum algumas crianças serem taxadas de preguiçosas. São aquelas crianças que não gostam de livros, ao contrário, até fogem deles, de forma desinteressada e os pais têm de insistir muito para que elas consigam estudar e tirar notas boas no colégio.
Tal situação, razoavelmente comum na infância, pode ocasionar confusão e erros conceituais extremamente prejudiciais. O limite entre o normal e o patológico nesta faixa etária geralmente é tênue. Bons profissionais da área de psicopedagogia e neuropediatria devem ser consultados e até orientarem pais e professores da rede de ensino.
Uma questão é a criança ter uma preguiça específica e direcionada para um determinado foco ou tarefa. Um desânimo para uma ordem dos pais ou para fazer a lição de casa, por exemplo. Outra, completamente distinta, é ter uma dificuldade de aprendizagem por fatores neurológicos, psicológicos ou até genéticos. Os transtornos de aprendizagem atingem cerca de 3% a 7% das crianças brasileiras, podendo ser relacionados a déficits específicos como o de leitura, de audição, de ortografia e também problemas do desenvolvimento de linguagem.
Na área de psiquiatria infantil, temos os transtornos do déficit atencional e hiperatividade e a própria depressão infantil que podem cursar com sintomas similares, embora quantitativa e qualitativamente distintos, aos da preguiça.
Quando há um determinado transtorno mental, a tendência é que os sintomas se repitam nas mais diversas situações. O prejuízo costuma ser global, atingindo várias esferas da vida infantil. Dificuldades de relacionamento pessoal e familiar podem estar mais exacerbadas. A criança com dificuldades de aprendizagem, secundárias a um transtorno psíquico, costuma ficar muito tempo frustrada com o seu desempenho e pode sofrer demasiadamente e com baixa auto-estima.
Já na preguiça, os sintomas são focais e limitados. O tempo no qual a criança permanece frustrada tende a ser curto, sem maiores seqüelas emocionais. Há reatividade do humor de forma repentina. Uma vez que um determinado diagnóstico de déficit de aprendizagem seja realizado, cabe a todos, pais e professores, não salientarem as dificuldades e sim buscarem estimular as principais virtudes, potencialidades e qualidades dessa criança.
Desde a década de 80, na Universidade de Harvard, há o conhecido conceito de inteligência múltipla, com várias ramificações. Apenas em 1995 tal conceito chegou ao Brasil. O desenvolvimento de tais habilidades múltiplas podem ser estimulados. Têm crianças que são ótimas para a lógica matemática, outras para a verbal lingüística, outras para a música, outras para os relacionamentos interpessoais, outras para a capacidade visual-espacial e até para a espiritualista-existencialista. Alguns podem ter apenas um dos tipos de inteligência, outras crianças podem ter vários subtipos, simultaneamente.
Portanto, a idéia geral é simples. Temos que reforçar as qualidades e potencialidades de nossas crianças — independentemente dos seus déficits de aprendizagem — e não projetarmos sobre elas o grande peso de nossas expectativas e anseios, com pressões e cobranças excessivas, geradoras de estresse infantil e conseqüentes fracassos. As peculiaridades individuais positivas devem ser realçadas. A estigmatização desnecessária e inútil de tais baixinhos pode, no futuro, gerar transtornos mentais muito mais sérios e incapacitantes.
Os pais não devem ter vergonha de buscar auxílio e ajuda especializada em situações de dúvidas, incertezas, frustrações, sentimentos de culpa e angústia gerados por tais dificuldades de aprendizagem dos seus filhos. Os professores devem ser treinados para o diagnóstico inicial e o correto encaminhamento de tais crianças aos especialistas. Isso poderá salvar o futuro das mesmas. Por fim, disponho-me a responder perguntas ou a escrever, detalhadamente, sobre temas importantes da infância e da adolescência

28 Junho 2005

REDUÇÃO DE DANOS NO BRASIL: ADEQUADO?

Quando fazemos a transposição de um determinado modelo de política de saúde pública, oriundo de países desenvolvidos, temos o dever de ter o bom senso da reflexão profunda e sensata.

O Dr Pedro Gabriel, em nome do Ministério da Saúde, está com o firme propósito de criar casas onde os usuários de drogas podem, de forma protegida, fazer o consumo das mesmas. Tal idéia é polêmica e repleta de controvérsias, não temos um embasamento científico mais sistematizado.

Sabemos que a dependência química é uma doença crônica, onde a recuperação é extremamente difícil e complexa, dependendo de vários fatores. O uso contínuo de drogas parece causar alterações significativas no cérebro, segundo pesquisa recente publicada na revista científica “Neuron”. Parece haver uma diminuição do volume de uma estrutura cerebral denominada amídala, associada ao processamento de recompensas, como os estímulos prazerosos desencadeados pela cocaína, por exemplo.

Portanto, o desafio das diversas formas terapêuticas é uma tarefa árdua. Hoje, dispomos de novos medicamentos, que regulam de desequilíbrios químicos cerebrais dos dependentes, assim como modalidades de terapia psicológica, como a comportamental cognitiva que têm o objetivo de motivar mudanças concretas de hábitos de vida. Centros de tratamento também precisam, é claro, estar associados às famílias dos pacientes, importantes no processo de recuperação dos dependentes.

Quando os tratamentos são realizados por profissionais competentes, eles podem funcionar e salvar vidas. Porém, para isso, uma ampla rede de assistência precisa ser criada e bem treinada. O governo precisa apoiar as diversas modalidades de tratamento, com poucos recursos ainda, oferecendo uma maior esperança a todos os envolvidos neste drama.

Com isso exposto, quero deixar claro que toda a sociedade deve exigir das autoridades maior dedicação, empenho e verbas aos diversos setores da saúde mental, incluindo os das dependências químicas. Não podemos desamparar tais pacientes, não há qualquer sentido em se criar casas de consumo liberado de drogas, antes de tentarmos todas as formas possíveis de tratamentos multiprofissionais existentes. Haveria uma perigosa distorção conceitual, talvez, até mais cômoda, menos dispendiosa e trabalhosa para os nossos políticos.

Precisamos parar de importar modelos prontos da saúde pública de países desenvolvidos, sem levar em consideração todas as nossas peculiaridades. Ou seja, primeiro precisamos ter a humildade de reconhecer que a nossa política de saúde mental está fragilizada e ineficiente, merecendo ações mais abrangentes e focalizadas, com melhores recursos e treinamento dos profissionais. Antes de desistirmos da grande batalha, precisamos, é claro, lutar com eficiência, conhecimento técnico e generosidade no controle eficaz das dependências químicas, entre tantas outras mazelas sociais. Só a partir da missão básica cumprida, é que poderemos começar a discutir outras formas de ajuda como a criação de salas de consumo liberado de drogas. Honestamente, este não é o momento adequado para discussões desse tipo.

12 Junho 2005

ALERTA CONTRA RISCOS DE SUICÍDIO

Recomendações a familiares e amigos desconfiados de
que alguém conhecido corre o risco de cometer suicídio


Leve a sério seu amigo ou familiar.

Fique calmo, mas não sem reação.

Envolva outras pessoas. Não tente manipular a crise sozinho ou pôr em risco sua
própria integridade ou segurança. Chame socorro, se necessário.

Faça contato com o psiquiatra ou terapeuta da pessoa, com a equipe de
intervenção em momentos de crise, ou outros treinados para ajudar.

Exprima preocupação. Dê exemplos do que leva você a crer que seu amigo(ou
seu familiar) está a beira do suicídio.

Ouça atentamente. Mantenha contato visual. Use linguagem corporal, tal como
se aproximar da pessoa ou segurar-lhe a mão, se for adequado.

Faça perguntas diretas. Descubra se o seu amigo(ou familiar) tem um plano
específico para o suicídio. Determine, se puder, em que método ele está
pensando.

Reconheça, os sentimentos da pessoa. Demonstre empatia, não crítica. Não
isente a pessoa da responsabilidade por suas ações.

Tranqüilize-o. Ressalte que o suicídio é uma solução permanente para um
problema temporário. Forneça esperança. Lembre ao seu amigo ou familiar
que existe ajuda e que as coisas irão melhorar.

Não prometa segredo. Você pode precisar falar com o médico da pessoa a fim de
protegê-la. Não faça promessas que coloquem em risco a vida desta pessoa.

Se possível, não deixe sozinha até se certificar de que está nas mãos de
profissionais competentes.

Extraído de: JAMISON, K. R.
QUANDO A NOITE CAI: entendendo o suicídio. Editora GRIPHUS, Rio de
Janeiro, 2002. Citação do NATIONAL DEPRESSIVE AND MANIAC-DEPRESSIVE ASSOCIATION. (pág. 207-
208)

05 Junho 2005

OS RISCOS DO TABAGISMO FEMININO

No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo (OPAS, 2002). De acordo com o realizado em 2002 e 2003, entre pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas. Os homens apresentaram prevalências mais elevadas do que as mulheres em todas as capitais. Em Porto Alegre, encontram-se as maiores proporções de fumantes, tanto no sexo masculino quanto no feminino, e em Aracaju, as menores. Essa pesquisa também mostrou que a concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo. Em relação à prevalência de experimentação e uso de cigarro entre jovens, de acordo com estudo realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002-2003 a prevalência da experimentação nessas cidades variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, enquanto a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino. Cerca de 80% a 90% dos tabagistas iniciam o seu hábito de fumar antes dos 18 anos de idade, sendo que nos países em desenvolvimento o início do tabagismo ocorre por volta dos 12 anos (DADOS DO INCA-Instituto Nacional do Câncer).

Observa-se uma tendência maior de queda do tabagismo no sexo masculino, quando comparado ao feminino. Nos países em desenvolvimento, a iniciação do tabagismo feminino tem sido cada vez mais precoce. A maior prevalência neste grupo é nítida.

Portanto, pelos dados acima, há uma tendência do investimento de marketing da indústria do cigarro em mulheres jovens e pessoas de baixa escolaridade. As estratégias concentram-se em tal público, preferencialmente. As políticas de prevenção também devem focalizar tal população de tabagistas e isso tem sido feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

As complicações à saúde física e mental são múltiplas. As mulheres são mais sensíveis aos efeitos nocivos, tanto com relação à toxicidade dos milhares dos componentes químicos, inclusive compostos radioativos, presentes na fumaça, quanto aos riscos de dependência e abstinência do cigarro. As mulheres também apresentam maior dificuldade para vencer o obstáculo da dependência da nicotina. Elas reclamam do aumento do peso, porém, não há mais ganho de peso nas mulheres quando comparadas aos homens. Porém, o impacto psicológico de tal ganho de peso parece ser mais intenso nas mulheres. Outro possível fator é a maior vulnerabilidade das mulheres ao estresse, segundo alguns estudos. Isso poderia facilitar a manutenção da dependência nas mesmas, alimentando tal circulo vicioso.

Uma em cada 5 mulheres fumam durante a gravidez. Como a nicotina reduz o fluxo sanguíneo placentário, há sérios danos ao feto, como, por exemplo, o crescimento intra-uterino retardado e várias doenças respiratórias ao bebê. Há também aumentos das taxas de abortamento espontâneo e parto prematuro.

Os infartos antes dos 50 anos são cada vez mais freqüentes nas mulheres. Cerca de 90% dos infartos nesta idade são devido ao cigarro. Somam-se fatores relacionados às mudanças de hábitos de vida e cultura das mulheres, e também às ações do cigarro sobre os vasos sanguíneos. O cigarro estimula a contração dos vasos sanguíneos, dificultando a passagem do sangue. Ele também pode lesar o endotélio (membrana interna que reveste as artérias) facilitando os coágulos, predispondo-as a infartos e derrames.

Na área cardiovascular, outro grande risco para as mulheres fumantes, hipertensas e que tomam anticoncepcionais ou fazem terapia de reposição hormonal, é a trombose venosa que pode levar a amputação de membros e até riscos de morte como as que têm embolia pulmonar.

Problemas pulmonares, como enfisema e câncer também têm sido comuns nas mulheres fumantes. O câncer de pulmão já é o segundo mais prevalente no sexo feminino e sabemos que 90% das pessoas que têm câncer do pulmão são tabagistas. A incidência de câncer de pulmão, nas mulheres, aumentou cerca de 30% nos últimos 15 anos, enquanto nos homens houve uma estabilização ou até declínio.

O tabagismo parece antecipar a idade da menopausa em cerca de dois anos. Há uma lesão gradual das células do folículo ovariano pelo uso contínuo do cigarro. O risco para a temida osteoporose também fica aumentado nas fumantes. A pele tem um processo de envelhecimento mais acelerado na tabagista crônica.

Estudos demonstram que a taxa de fertilidade reduz em cerca de 40% nas mulheres fumantes. Como muitas mulheres, na atualidade, por questões profissionais, começam as tentativas de gravidez por volta dos 30-35 anos de idade, onde a taxa de fertilidade já se reduz, o cigarro amplificaria tal efeito, sem dúvida.

Portanto, o tabagismo feminino tem um efeito ainda mais devastador que o masculino. Aqui, a campanha antitabagista deve ser mais agressiva (do ponto de vista construtivo, é claro!). Nenhuma conquista de status, poder econômico ou aceitação de modelos pré-estabelecidos por um mundo capitalista-mercantilista ou globalizado por pressões absurdas-, vale o cultivo dos mesmos maus hábitos masculinos retrógrados cristalizados ao longo do tempo como o tabagismo.

Empenho e força de vontade são importantes. Em casos de dificuldades, vale a pena procurar uma ajuda especializada. Psicoterapias de grupo, com enfoque comportamental e cognitivo, antidepressivos como a bupropiona (sempre com orientação médica) e reposições de nicotina com adesivos e gomas de mascar podem ser bons coadjuvantes.

30 Maio 2005

TERAPIAS ALTERNATIVAS TÊM RISCOS?

Os profissionais que praticam as técnicas complementares costumam afirmar que são eles que tratam da saúde do paciente de forma global, ao contrário dos alopatas, argumento com o qual eu não concordo.

Acredito que qualquer profissional gabaritado da área de saúde tenha tais propósitos nobres, não apenas os rotulados como alternativos. Nunca devemos dividir a área da saúde em nichos. Tais práticas têm sido cada vez mais procuradas. Pesquisa de doutorado defendida na Faculdade de Medicina da USP por Kazusei Akiyama, em dezembro de 2004, mostra que 52% dos médicos do município de São Paulo prescrevem ou endossam algum tipo de medicina complementar e alternativa para seus pacientes atualmente. Apenas 19,5% mostraram atitude desfavorável em relação a esses métodos, enquanto 29,9% têm atitude neutra. Foram entrevistados 537 médicos, com índice de resposta de 68%.

A homeopatia e a acupuntura, antes consideradas medicina complementar, já não podem mais ser consideradas ou conceituadas desta forma, pois são especialidades médicas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. Porém, outras formas de terapia complementar, incluindo a apiterapia, reflexologia, a aromaterapia, os florais e a musicoterapia, entre tantas, embora ainda não tenham comprovação científica e não sejam aprovadas pelos órgãos competentes, já estão sendo praticadas. É aí que mora o perigo! Pode ser uma situação de risco à vida das pessoas, já que alguns destes profissionais não estão ainda totalmente capacitados para fazer um diagnóstico precoce de alguma doença clínica grave e encaminhar os doentes para os especialistas corretos. É muito dúbia a eficácia dos mesmos, enquanto não houver trabalhos publicados em grandes periódicos médicos comprovando tal eficácia.

Conhecimentos básicos de anatomia, fisiologia, farmacologia, clínica médica e psicologia são essenciais na formação desses profissionais, com a existência de pouquíssimos centros universitários formadores. Vou esclarecer o significado de alguns termos. A apiterapita é o uso controlado de produtos de abelhas, como mel, pólen e até o veneno, com o objetivo de promover o equilíbrio do organismo. A reflexologia trata de distúrbios físicos ou emocionais pelo estímulo de plexos nervosos e a musicoterapia utiliza a música para facilitar a comunicação e aprendizagem. Todos os profissionais sérios devem ficar atentos aos riscos envolvendo tais técnicas terapêuticas sem comprovação científica, independente de questões filosóficas ou subjetivas.

A obrigação ética de qualquer profissional da saúde, independente de sua orientação, é sempre buscar evidências cientificas qualificadas dos métodos praticados por ele em prol do ser humano. A formação, os cursos, os órgãos fiscalizadores ainda são incipientes. A saúde deve ser tratada com extrema seriedade, em todos os níveis de atuação. Tais profissionais devem ter uma noção exata de seus respectivos limites de atuação, trabalhando, conjuntamente, com médicos sérios e bem formados. Em medicina, é muito comum o efeito placebo. Há vários estudos científicos que demonstram, por exemplo, na depressão, uma melhora importante dos sintomas da doença em cerca de 35% dos pacientes, apenas com pílulas inócuas, de farinha.

Acredito que o conhecimento técnico aliado ao ato de ouvir os pacientes, com atenção, respeito, afetividade e humanismo, sejam essenciais a todos os profissionais médicos, independentemente de suas crenças ou convicções pessoais. Quem trabalha com ciência e saúde, sem dúvida, deve perseguir as evidências científicas, em trabalhos médicos corretos e éticos. Os pacientes não podem ser vítimas de suas angústias e sofrimentos psíquicos gerados pelas diversas formas de adoecer. O contacto com a realidade e o limite de cada técnica aplicada é fundamental em qualquer terapêutica. Não podemos colocar, em prol da vida, questões sérias em argumentos filosóficos ou alternativos.

O objetivo de tal artigo é, portanto, propor, de forma cristalina e flexível, apenas cautela e bom senso na aplicação responsável e limitada de tais métodos, o que, na prática, infelizmente, ainda não ocorre por todos aqueles que praticam os mesmos.

29 Maio 2005

DEPRESSÃO E MENOPAUSA

As flutuações na produção de hormônios, principal característica da perimenopausa têm tudo a ver com as alterações emocionais que as mulheres experimentam nessa fase, e que interferem na libido e de lhes trazer problemas cognitivos, de memória, etc. Não que os hormônios sejam responsáveis pelo quadro de ansiedade e depressão, diretamente. O que se supõe, com base nos estudos conhecidos, é que algumas mulheres têm sua "química" cerebral mais suscetível às oscilações da produção de estrogênios e progesterona, que são inevitáveis ao longo de sua vida reprodutiva e mais ainda na época da menopausa. É nessa hora que ginecologistas e psiquiatras devem trabalhar juntos para melhorar a qualidade de vida da mulher, com a ajuda de terapias hormonais e não hormonais, dependendo do caso.
Quando há predomínio de sintomas físicos, como os calores e suores, e nenhuma contra-indicação fisiológica, a terapia de reposição hormonal pode ser suficiente para melhorar a vida das mulheres, sem dúvida. A depressão moderada ou grave, porém, exigem algum tipo de psicoterapia associada ou não a antidepressivos, dependendo do quadro. Não sou o tipo de psiquiatra que vai receitando antidepressivo para as mulheres em idade de menopausa, indiscriminadamente. A TRH associada ao trabalho psicodinâmico pode aliviar os sintomas emocionais que tem origem, por exemplo, em problemas de solidão como a síndrome do ninho vazio, quando a mulher se sente perdendo os filhos, que já adultos saem de casa para fazer sua própria vida. A mudança de hábitos de vida, com a introdução de atividade física e técnicas de relaxamento no dia-a-dia, além da incorporação de algum interesse intelectual, como a prática de leituras ou algum curso, também pode aliviar o estresse emocional da aproximação da menopausa e procuro enfatizar esse aspecto antes de examinar a real necessidade de medicação.
Não faltam medicamentos para resolver estados depressivos persistentes, de qualquer maneira, entre eles os tradicionais antidepressivos que aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro, como a fluoxetina e a sertralina até substâncias desenvolvidas recentemente como o bupropion, capazes de melhorar a depressão leve acompanhada de baixa de libido. Desde que a origem do sintomas não sejam a disfunção sexual de seus maridos, claro. Na dúvida sobre qual o melhor caminho para encontrar o bem estar na transição para a menopausa, escreva-nos

DICAS EM SAÚDE MENTAL DA MULHER

A luta feminina pela verdadeira felicidade ainda está longe do seu final. Vários fatores corroboram o meu ponto de vista. A mulher acaba tendo múltiplos papéis sobrecarregados e cobranças sociais e familiares, com conflitos conseqüentes envolvendo a educação dos filhos e a colaboração ativa como profissional. Seu trabalho ainda é desqualificado, apesar das evoluções recentes.
Vivemos em uma sociedade compressora e massacrante, altamente geradora de estresse, através de padrões pré-estabelecidos que tentam impedir uma reflexão individualizada. Modelos prontos de felicidade são vendidos por alguns autores de livros de auto-ajuda. A mídia cria, em algumas situações, estereótipos incongruentes e reducionistas do espectro comportamental feminino. Não podemos compactuar com esses estereótipos medíocres e preconceituosos.
Muitos medos e mitos existem como: temor do envelhecimento, perda da libido e da beleza, risco do envolvimento dos filhos com drogas e violência e o fim do casamento ou relacionamento.Individualidades são constantemente desrespeitadas e transgredidas na sociedade atual. Muitos casamentos e relacionamentos acabam sendo desfeitos, sem chances concretas de uma transformação construtiva e criativa de ambas as partes. Viver diferenças exige generosidade e amadurecimento psíquico para que se possa estabelecer uma comunicação no relacionamento. A ação contra certos estereótipos envolve a capacidade de entrega ao outro e a si mesma, assumindo suas fragilidades. Por que não pedir uma ajuda ou "colo" quando se sente fragilizada? Por que evitar alguns comportamentos com medo de exposição e críticas?
Muitas mulheres sofrem por aceitarem tais regras. Essas queixas consomem o psiquismo feminino. A evolução deve ser bilateral, exigindo também um processo de amadurecimento psicológico dos homens envolvidos nestes relacionamentos.
O envelhecimento deve ser encarado como uma dádiva. Rugas e alguma obesidade, independente dos inúmeros e dispendiosos tratamentos estéticos, chegarão cedo ou tarde. A velhice é inevitável. Mesmo assim, alguns homens ainda teimam em menosprezar suas parceiras, humilhando-as, ao exigirem, até ironicamente, um corpo e uma pele de menina aos 50 anos de idade. Em que nível fica a cumplicidade de um convívio íntimo estabelecido ao longo de décadas?
No meu consultório atendo mulheres que já estão na menopausa. Elas se sentem tristes, isoladas e desprezadas por seus companheiros e até filhos. Seu direito de transmitir conhecimentos e sentimentos são renegados, bem como sua sexualidade. Como se isso fosse um privilégio apenas dos jovens.
O parâmetro de juventude não pode ser considerado apenas pelos atributos físicos e número de anos vividos. A afetividade, a espiritualidade e a verdadeira sensualidade tornam-se secundárias e inúteis frente a uma sociedade que cultiva o corpo, o dinheiro, o consumismo excessivo e a permanência de uma imagem fixa e caricata de adolescente.

Conselhos

É necessário que você cuide de todos os aspectos da sua saúde. Procure não se enquadrar nas neuroses da modernidade como a eterna juventude e protótipos de uma felicidade artificial construída sobre um frágil e volátil pilar humano, que só gera angústias e perdas irreversíveis.
Entregue-se a um sentimento amplo de amor e paixão pelos seus semelhantes e pelas suas respectivas vidas, aproveitando em doses homeopáticas, a mágica dos períodos de transição e envelhecimento. Se precisarem, não hesitem em procurar uma ajuda especializada em saúde mental. Nem sempre o caminho solitário na busca de uma reestruturação psicológica é o ideal.

A DIFÍCIL ARTE DE SER FELIZ

A busca da felicidade é o sonho de consumo da sociedade atual. Todos se julgam especialistas. Não é à toa que vários livros de auto-ajuda que se propõem a auxiliar as pessoas na busca da tão almejada felicidade, sejam bem vendidos em todos os cantos do mundo.
Vivemos em uma sociedade com pragmatismo fisiológico. Ou seja, há várias receitas de bolo para o alcance da qualidade de vida. Cada vez mais as escolhas individuais são relegadas a um plano de inferioridade. Daí, em certas ocasiões, as pessoas evitarem a angústia de escolha, impedindo assim o desenvolvimento maduro e equilibrado da sua individualidade. Na prática, muitas pessoas, imaturas psicologicamente, tentam evitar os processos de escolhas, os quais geralmente causam conflitos. Elas se esquivam de tais responsabilidades. Porém, esses conflitos são essenciais para o nosso crescimento interno.A nossa existência está sendo cada vez mais superficializada e banalizada, com dogmas coletivos se sobrepondo aos modelos comportamentais e emocionais individuais. Isso é um obstáculo para o alcance da felicidade.
Um estudo recente publicado pela revista 'Academia Nacional de Ciências' dos Estados Unidos foi mais longe e demonstrou uma relação entre felicidade e bom funcionamento do sistema endócrino e cardiovascular. Independente de outros fatores, como o desconforto, parece haver uma associação entre biologia e felicidade. Todos já sabemos que as pessoas deprimidas ou estressadas têm maior risco de desenvolver doenças clínicas. Estressados crônicos secretam o hormônio cortisol responsável por alterações metabólicas associadas a diabetes e hipertensão.
Até o mapeamento da circuitaria - circuitos integrando diversas regiões cerebrais - responsável pela felicidade, tem sido buscado pela ciência. Recentes pesquisas implicam o neurotransmissor dopamina como uma molécula da felicidade atuando na região pré-frontal do cérebro, uma das áreas cerebrais relacionadas ao circuito feliz. Porém, aspectos subjetivos são inacessíveis a tais pesquisas. Temos que ficar atentos e precavidos contra visões reducionistas e simplistas, mesmo que elas sejam oriundas de pesquisadores sérios.
Portanto, sabemos dos benefícios gerados pela felicidade. Mas, então, por que temos tantas dificuldades em obtê-la?
O esforço para a reflexão é grande. Não há soluções coletivas e imediatas para todas as pessoas. O dinheiro, tão especulado, tem valor relativo, algumas pessoas em condições precárias de vida, por mais incrível que pareça, conseguem ser felizes. Acima de um determinado nível de renda, não há incremento da felicidade, segundo pesquisas.Havia a tendência oriunda do Iluminismo, quanto à promessa de que quando a ciência e a tecnologia dominassem o mundo o homem poderia viver num paraíso. Isso não se demonstrou verdadeiro. Se pudéssemos comprar a felicidade, tudo seria menos doloroso e trabalhoso, sem dúvida.
As pessoas têm se voltado pouco à exploração dos sentimentos nos dias atuais. Ficam absortas em uma competitividade estressante e escravizante. Os rótulos envolvendo padrões de consumo, status, beleza, juventude, moradia e ambiente tornaram-se símbolos de qualidade de vida e felicidade. Por que alguns, que possuem tudo isso, ainda são infelizes?
A importância da auto-percepção em busca da felicidade tem um papel magnânimo. Auto-imagem e auto-estima estão atreladas a aspectos psicológicos saudáveis gerados desde os primórdios dos vínculos afetivos estabelecidos na infância. E isso extrapola, é claro, quaisquer razões materiais ou aspectos lógicos. Conceitos dúbios e levianos, socialmente impostos pela era da globalização consumista, têm deteriorado a individualidade do ser humano e se sobreposto à capacidade crítica individual das pessoas.
Experiências individuais relatadas em livros têm, em suma, um valor limitado. Um processo de amadurecimento psicológico amplo e re-signifcação das experiências negativas de vida deve ser buscado. Não é aleatoriamente que técnicas milenares que propõem e auxiliam o ser humano na busca do seu equilíbrio interno ganham cada vez mais destaque na sociedade atual.

SÍNDROME DO PÂNICO: O MEDO DE TER MEDO

Hoje muito se fala da Síndrome do Pânico (SP) ou Transtorno do Pânico (TP), porém, em muitos meios, isso passa desapercebido, levando todos a procurarem cardiologistas, clínicos gerais e outros profissionais na tentativa de buscar-se uma explicação lógica para uma série de sintomas físicos que ocorrem associados a esse transtorno mental.
Repentinamente, o coração dispara vindo acompanhado de tontura e falta de ar. Um terrível sentimento de morte iminente sufoca o âmago do paciente. Cerca de 20 a 30 minutos depois, tal estado de extrema ansiedade pode desaparecer. As pessoas ficam atormentadas apenas pela expectativa de que uma outra crise aterrorizante possa ocorrer sem avisar e com a pessoa totalmente indefesa ou vulnerável. É como se ela se sentisse ameaçada o tempo todo, com algo terrível e prestes a acontecer, sem que ela possa prevenir.
A prevalência ao longo da vida, segundo dados do National Comorbidity Survey (NCS) dos EUA, é de cerca de 3,5%. Tal estudo detectou também, nas pessoas com pânico, que 71% delas eram do sexo feminino, enquanto 29% eram do sexo masculino. A idade de início da sintomatologia se concentra entre os 15 e 19 anos, sendo raro os casos que se iniciam após os 40 anos.
No Brasil, deve haver entre quatro a seis milhões de pessoas que sofrem com esse distúrbio. Segundo a pesquisadora norte-americana Yonkers, da Universidade de Yale-EUA, ao longo de oito anos, após a completa interrupção dos sintomas, as mulheres têm uma chance de recaída de 64%, enquanto os homens de 21%. Já a remissão (diminuição ou interrupção) dos sintomas, neste período é de 76% para as mulheres e de 69% para os homens. Tais dados foram discutidos comigo durante a minha participação no II Congresso Mundial de Saúde Mental da Mulher, realizado entre os dias 17/03 e 20/03/2004, em Washington DC, EUA.
Tempo de cura
A cura depende de uma série de fatores biológicos e psicossociais individuais que serão trabalhados adequadamente pelo especialista. Geralmente, o tempo mínimo para a recuperação plena é em torno de 6 a 12 semanas, mas repito, não há regras, depende da resposta individual à psicoterapia, medicação específica, da própria gravidade sintomatológica e da evolução da doença que évariável.
Sintomas
Os sintomas de pânico mais associados ao gênero feminino são respiração curta, náusea e sensação de sufocamento. Já no sexo masculino, os sintomas mais comuns costumam ser sudorese profusa e mal-estar ou dor estomacal. As mulheres costumam ter mais associação com quadros fóbicos e até transtorno do estresse pós-traumático ou depressão. Geralmente, os pensamentos catastróficos também são mais típicos no sexo feminino, segundo as diversas pesquisas.
O Transtorno do Pânico é caracterizado pela presença repetitiva de ataques de pânico: crises espontâneas, súbitas, de mal-estar e sensação de perigo ou morte iminente, com vários sintomas e sinais de alerta como suor, tremores, rubor facial, taquicardia ("batedeira no coração"), taquipnéia (respiração rápida e superficial), sensação de sufocamento ou "nó na garganta", tonturas, formigamentos, náuseas, vômitos, diarréias e outros, atingindo o pico máximo em cerca de 10 minutos.
As crises de pânico podem levar ao comportamento desadaptativo e congelamento ou busca de fuga ou ajuda (ida a um pronto-socorro) que denominamos pânico.
Geralmente, a pessoa está bem quando percebe que algo indefinido a ameaça. Ocorre uma sensação inesperada de falta de ar, tonteira, flutuação que indicam um risco de vida ou perda da razão que nunca chegam a ocorrer. As mãos gelam e ficam úmidas, a respiração fica difícil, o coração acelera e a pessoa sente-se sufocada. Formigam as extremidades, adormecem os lábios e ondas de calor ou frio ocorrem também. Tudo ocorre em segundos ou minutos. O indivíduo procura ajuda e pode se desesperar. A crise pode passar em cerca de 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço, fraqueza, pernas bambas. No auge da crise, a pessoa pode tomar atitudes de risco como descer do carro em locais de risco, abandonar afazeres domésticos sem os devidos cuidados (como apagar o fogo por exemplo).
As crises de pânico geram muita insegurança e medo. Por isso, levam ao receio de novos ataques, a chamada ansiedade antecipatória. Com isso, as pessoas tendem a se isolar e apresentar a fobia, ou seja, um medo persistente, irracional e intenso de determinadas situações ou contextos sociais.
Interessante também notarmos que as pacientes com pânico têm uma maior taxa de desemprego (59%) contra 31% do sexo masculino, ou seja, o impacto profissional negativo é mais proeminente nas mulheres. A agorafobia (medo de lugares amplos, com muitas pessoas) também é bem mais freqüente no sexo feminino.
Fatores genéticos
Fatores genéticos certamente contribuem para a sua causalidade visto que 35% dos parentes de primeiro grau de pacientes com Transtorno do Pânico sofrem do mesmo problema, entretanto, isso não deve ser suficiente para a eclosão da Síndrome do Pânico. Há vários modelos explicativos, como os metabólicos (relacionados ao funcionamento do organismo, com a produção de determinadas substâncias químicas) e os neuroquímicos (alterações nos sistemas de neurotransmissores cerebrais como a serotonina, a noradrenalina e, mais recentemente, o glutamato e o óxido nítrico, ou seja, substâncias químicas cerebrais que comunicam as células nervosas), embora nenhuma causa isolada tenha sido determinada.
Outra hipótese é também uma possível disfunção no sistema de alerta do organismo, para situações vivenciais, imaginárias ou reais, potencialmente perigosas e que causam medo, formado pelas projeções do sistema límbico (que rege as emoções e cujo componente mais importante é a amídala) para o hipotálamo e tronco encefálico, controlando todas as respostas do sistema nervoso autonômico.
Deve-se diferenciar o Transtorno do Pânico de doenças físicas como as cardiológicas, pulmonares, endocrinológicas ou neurológicas. Há associação com prolapso valvar mitral (problema de válvula do coração), hipertireoidismo (excesso de funcionamento da glândula tireóide), hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) e síndromes vertiginosas (referentes a tonturas).
Tratamento
O tratamento deve incluir a medicação antidepressiva e a psicoterapia, preferencialmente, a *cognitivo-comportamental, sendo realizado por médicos psiquiatras auxiliados por profissionais da psicologia. Tratamentos alternativos não têm eficácia ou comprovação científica. Não é uma questão de esforço ou força de vontade, temos uma doença de base biopsicossocial bem estabelecida.
Precisamos pesquisar quais são os fatores emocionais que mais sensibilizam os pacientes para preveni-los. As questões ambientais também precisam ser reestruturadas, ou seja, a forma como as pessoas se adaptam às transformações sociais.
No mundo atual, não adianta querermos, utopicamente, eliminar os fatores estressores. Temos, sim, que mudar a forma como as pessoas lidam com os mesmos e o valor que lhes atribuem. É muito comum haver, um ano antes da crise de pânico, a perda de suporte social, mais especificamente, de um amigo ou parente. Em breve, teremos novas medicações que atuem em mecanismos diferentes aos das medicações atuais, agindo sobre novos neurotransmissores envolvidos na gênese do transtorno do pânico como o óxido nítrico e o glutamato, descobertos recentemente.
Concluindo, o paciente com transtorno do pânico não deve ter receio ou medo de procurar o psiquiatra, que é o médico especialista correto para tal tratamento, devido aos seus preconceitos e crenças, pois, dessa forma, estará impedindo um tratamento eficaz e adequado para livrá-lo de seu grande sofrimento e incapacitação.
A doença não tratada afeta e gera sofrimento intenso ao indivíduo e familiares envolvidos. Depoimentos ou testemunhos construtivos de famosos que já sofreram do transtorno e o superaram como Roberta Miranda, Clodovil, Sabrina Parlatore, Fernanda Lima e Ronaldo Ésper, entre tantos, podem ter uma função social relevante. Toda a sociedade precisa se unir nesse sentido.
*Terapia cognitivo-comportamental é uma das linhas de psicoterapia. Visa mudanças práticas de comportamentos patológicos associados à doença, como sensação de perigo perante algumas situações ou locais. Por exemplo, paciente com pânico que evita locais abertos e com grande número de pessoas, porque associa tais locais às crises e tem medo de não ser socorrido a tempo, caso passe mal.

28 Maio 2005

SAÚDE MENTAL SEM PRECONCEITOS

Prezados(as) amigos(as)

Vivemos ainda, infelizmente, uma era de muitos preconceitos e estigmas envolvendo a saúde mental das pessoas. Quando se fala em psiquiatria, o sofrimento gerado é intenso pela falta de informação correta e atualizada existente.

O objetivo principal do blog "MENTAL HEALTH", inaugurado em 28/05/2005 e que é coordenado pelo Prof Dr Joel Rennó, da Universidade de São Paulo, será o de auxiliar, de forma séria e ética, na conceituação correta e desestigmatizada dos principais tópicos envolvendo a saúde mental das pessoas e aspectos do comportamento humano.

O diagnóstico e tratamento precoce dos transtornos mentais é fundamental para a qualidade de vida das pessoas. Tal diagnóstico só é possível de ser realizado através de consulta médica especializada com um psiquiatra.

Procurarei descrever, em uma linguagem clara, atual e objetiva, os principais transtornos mentais, sempre buscando incentivar as pessoas na busca do auxílio médico e psicológico corretos.

Felizmente, hoje, temos tratamentos eficazes para os vários transtornos mentais envolvendo, entre tantos, as dependências químicas, a depressão, o transtorno afetivo bipolar, o transtorno do pânico, a fobia social, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e a esquizofrenia. A cooperação e o entendimento dos processos psíquicos, por familiares e amigos próximos, também é vital na ampla reabilitação psicossocial de tais pacientes.

Um forte abraço a todos,

Prof Dr Joel Rennó Jr, MD, PhD
Coordenador Geral do Pró-Mulher
Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da USP

E-mail:renojr@terra.com.br
www.drjoelrenno.med.br